Blog da Cris
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sábado, 15 de outubro de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
É possível escrever mesmo antes de estar alfabético?
Sabemos que crianças muito pequenas podem escrever usando o professor como escriba. Para isto é importante que o professor garanta uma série de medidas didáticas que vão favorecer a atividade.
- É preciso que a criança tenha ouvido muitos atos de leitura do gênero que irá escrever através da mão da professora.
- É preciso conhecer o propósito e o destinatário da escrita, ou seja, para que escrever e para quem.
- Todos os membros do grupo, inclusive o professor, podem fazer propostas referentes à escrita de cada parte do texto.
- Todas as decisões referentes ao como escrever são tomadas de comum acordo. Nenhum membro do grupo, tampouco o professor, tem direito de decidir sozinho o que e como escrever.
- Todos os elementos do grupo, incluindo o professor, têm o direito de argumentar a favor da proposta que lhes parece mais adequada.
- O professor mostra, constantemente, como se faz para escrever e inclui as crianças nesta atividade: planeja com eles, propõe-lhes problemas sobre a forma ou conteúdo do texto, incentiva-os a revisar o que fora proposto no planejamento, propõe avançar na escrita, relê, detecta novos problemas e ajuda a corrigi-los.
- Mostra constantemente que escrever é produzir rascunhos que podem ser melhorados, que reler em diferentes momentos da produção é imprescindível para garantir coerência do texto que está escrevendo.
- O professor lembra a necessidade de ter presente o destinatário do texto cada vez que isso lhe pareça necessário para decidir o que diz e como diz.
Referência Bibliográfica:
Apostila da Escola da Vila: Problemas da Didática da Língua
Portal Kidsmart
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Curiosidade é uma coceira nas idéias
Curiosidade é uma coceira nas idéias - RUBEM ALVES (colunista da Folha de São Paulo)
PORTAL KIDSMART
Eu estava com a cabeça quente. Queria descansar, parar de pensar. Para parar de pensar, nada melhor que trabalhar com as mãos. Peguei minha caixa de ferramentas, a serra circular e a furadeira e fui para o terceiro andar, onde guardo os meus livros.
Iria fazer umas estantes. As tábuas já estavam lá. Nem bem comecei a trabalhar de carpinteiro e fui interrompido com a chegada da faxineira. Com ela, sua filhinha , Dionéia. Carinha redonda, sorriso mostrando os dentes brancos, trancinhas estilo afro. O que era de se esperar para uma menina da idade dela era que ficasse com a mãe. Não ficou. Preferiu ficar comigo, vendo o que eu fazia. Por que ela fez isso? Curiosidade. Curiosidade é uma coceira que dá nas idéias... Aquelas ferramentas e o que eu estava fazendo a fascinavam. Queria aprender.
"O que é isso que você tem na mão?", ela perguntou. "É uma trena", respondi. "Para que serve a trena?", ela continuou. "A trena serve para medir. Preciso de uma tábua de 1,20 m. Assim, vou medir 1,20 m. Veja!"
Assim se iniciou uma das mais alegres experiências de aprendizagem que tive na vida. A Dionéia queria saber de tudo. Não precisei fazer uso de nenhum artifício para que ela estivesse motivada. O que a movia era o fascínio daquilo que eu estava fazendo e das ferramentas que eu estava usando. Seus olhos e pensamentos estavam coçando de curiosidade. Ela queria aprender para se curar da coceira... Os gregos diziam que a cabeça começa a pensar quando os olhos ficam estupidificados diante de um objeto. Pensamos para decifrar o enigma da visão. Pensamos para compreender o que vemos. E as perguntas se sucediam. Para que serve o esquadro? Como é que as serras serram? Por que é que a serra gira quando se aperta o botão? O que é a eletricidade?
Lembrei-me de Joseph Knecht, personagem do livro "O Jogo das Contas de Vidro", de Hermann Hesse. Velho, ao final de sua carreira, no topo da hierarquia dos saberes, ele se viu acometido por um enfado sem remédio com tudo aquilo e passou a sentir uma grande nostalgia. Ele queria descer da sua posição para fazer uma coisa muito simples: educar uma criança, uma única criança, que ainda não tivesse sido deformada pela escola. Pois ali estava eu, vivendo o sonho de Joseph Knecht: a Dionéia, que ainda não fora deformada pela escola. Seu rosto estava iluminado pela curiosidade e pelo prazer de entrar num mundo que não conhecia.
Lembrei-me de Aristóteles em "Metafísica": "Todos os homens têm, por natureza, um desejo de conhecer: uma prova disso é o prazer das sensações, pois, fora até de sua utilidade, elas nos agradam por si mesmas, e, mais que todas as outras, as visuais...".
Acho que ele errou. Isso não é verdade para os adultos. Os adultos já foram deformados. Acho que ele estaria mais próximo da verdade se tivesse dito: "Todos os homens, enquanto são crianças, têm, por natureza, desejo de conhecer...".
Para as crianças, o mundo é um vasto parque de diversões. As coisas são fascinantes, provocações ao olhar. Cada coisa é um convite.
Aí a Dionéia sumiu. Pensei que ela tivesse voltado para a mãe. Engano. Alguns minutos depois ela voltou. Estivera examinando uma coleção de livros. "Sabe aqueles livros, todos de capa parecida? Os três primeiros livros estão de cabeça para baixo." Retruquei: "Pois ponha os livros de cabeça para cima!".
Ela saiu e logo depois voltou. "Já pus os livros de cabeça para cima." E acrescentou: "Sabe de uma coisa? O livro com o número 38 está fora do lugar". Aí aconteceu comigo: fui eu quem ficou estupidificado... Ela, que não sabia escrever, já sabia os números.
E sabia mais, que os números indicavam uma ordem. Fiquei a imaginar o que acontecerá com a Dionéia quando, na escola, os seus olhinhos curiosos serão subtraídos do fascínio das coisas do mundo que a cerca e vão ser obrigados a seguir aquilo a que os programas obrigam. Será possível aprender sem que os olhos estejam fascinados pelo objeto misterioso que os desafia?
Pois sabe de uma coisa? Acho que vou fazer com a Dionéia aquilo que Joseph Knecht tinha vontade de fazer...
Rubem Alves, 68, é educador, psicanalista, escreve histórias para crianças e crônicas para adultos. No momento está escrevendo um livro no qual conta, para suas netas, como era o mundo em que viveu, criança, na roça. Seus últimos livros são: "O Médico", "Por uma Educação Romântica" (ambos da editora Papirus) e "Livro sem Fim" (Loyola).
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DICAS PARA CONTAR HISTÓRIAS
Para contar boas histórias
· Ler muito
· Escolher uma boa história
· Estudar o texto e conhecê-lo bem
· Incorporar a história
· Arranjar um espaço silencioso
· Adaptar o local à narrativa
· Prestar atenção na platéia
· Ouvir comentários dos alunos
· Dar um fim à narrativa
· Ler muito
· Escolher uma boa história
· Estudar o texto e conhecê-lo bem
· Incorporar a história
· Arranjar um espaço silencioso
· Adaptar o local à narrativa
· Prestar atenção na platéia
· Ouvir comentários dos alunos
· Dar um fim à narrativa
Mestre... Sempre mestre.
"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda. Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes."
Paulo Freire
terça-feira, 14 de junho de 2011
Como o computador contribui para a transformação da escola, da aprendizagem e da prática pedagógica?
Com o computadosr os alunos ficam mais motivados para aprender, trabalham em equipe e é uma riquíssima fonte de pesquisa, oferece muitos recursos aos docentes como: acervos bibliográficos, jogos interativos, sistema de arquivos de atividades e programas educativos.
Sílvia
Alfabetização
O Blog Carinharte oferece atividades para alfabetização que contribuirão na elaboração dos planos de aulas dos professores. http://carinharte.blogspot.com/2008/10/atividades-de-alfabetizao.html
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