domingo, 26 de junho de 2011

É possível escrever mesmo antes de estar alfabético?

Sabemos que crianças muito pequenas podem escrever usando o professor como escriba. Para isto é importante que o professor garanta uma série de medidas didáticas que vão favorecer a atividade.
- É preciso que a criança tenha ouvido muitos atos de leitura do gênero que irá escrever através da mão da professora.
- É preciso conhecer o propósito e o destinatário da escrita, ou seja, para que escrever e para quem.
- Todos os membros do grupo, inclusive o professor, podem fazer propostas referentes à escrita de cada parte do texto.
- Todas as decisões referentes ao como escrever são tomadas de comum acordo. Nenhum membro do grupo, tampouco o professor, tem direito de decidir sozinho o que e como escrever.
- Todos os elementos do grupo, incluindo o professor, têm o direito de argumentar a favor da proposta que lhes parece mais adequada.
- O professor mostra, constantemente, como se faz para escrever e inclui as crianças nesta atividade: planeja com eles, propõe-lhes problemas sobre a forma ou conteúdo do texto, incentiva-os a revisar o que fora proposto no planejamento, propõe avançar na escrita, relê, detecta novos problemas e ajuda a corrigi-los.
- Mostra constantemente que escrever é produzir rascunhos que podem ser melhorados, que reler em diferentes momentos da produção é imprescindível para garantir coerência do texto que está escrevendo.
- O professor lembra a necessidade de ter presente o destinatário do texto cada vez que isso lhe pareça necessário para decidir o que diz e como diz.

Referência Bibliográfica:
Apostila da Escola da Vila: Problemas da Didática da Língua

Portal Kidsmart

Curiosidade é uma coceira nas idéias

Curiosidade é uma coceira nas idéias - RUBEM ALVES (colunista da Folha de São Paulo)
Eu estava com a cabeça quente. Queria descansar, parar de pensar. Para parar de pensar, nada melhor que trabalhar com as mãos. Peguei minha caixa de ferramentas, a serra circular e a furadeira e fui para o terceiro andar, onde guardo os meus livros.
Iria fazer umas estantes. As tábuas já estavam lá. Nem bem comecei a trabalhar de carpinteiro e fui interrompido com a chegada da faxineira. Com ela, sua filhinha , Dionéia. Carinha redonda, sorriso mostrando os dentes brancos, trancinhas estilo afro. O que era de se esperar para uma menina da idade dela era que ficasse com a mãe. Não ficou. Preferiu ficar comigo, vendo o que eu fazia. Por que ela fez isso? Curiosidade. Curiosidade é uma coceira que dá nas idéias... Aquelas ferramentas e o que eu estava fazendo a fascinavam. Queria aprender.
"O que é isso que você tem na mão?", ela perguntou. "É uma trena", respondi. "Para que serve a trena?", ela continuou. "A trena serve para medir. Preciso de uma tábua de 1,20 m. Assim, vou medir 1,20 m. Veja!"
Assim se iniciou uma das mais alegres experiências de aprendizagem que tive na vida. A Dionéia queria saber de tudo. Não precisei fazer uso de nenhum artifício para que ela estivesse motivada. O que a movia era o fascínio daquilo que eu estava fazendo e das ferramentas que eu estava usando. Seus olhos e pensamentos estavam coçando de curiosidade. Ela queria aprender para se curar da coceira... Os gregos diziam que a cabeça começa a pensar quando os olhos ficam estupidificados diante de um objeto. Pensamos para decifrar o enigma da visão. Pensamos para compreender o que vemos. E as perguntas se sucediam. Para que serve o esquadro? Como é que as serras serram? Por que é que a serra gira quando se aperta o botão? O que é a eletricidade?
Lembrei-me de Joseph Knecht, personagem do livro "O Jogo das Contas de Vidro", de Hermann Hesse. Velho, ao final de sua carreira, no topo da hierarquia dos saberes, ele se viu acometido por um enfado sem remédio com tudo aquilo e passou a sentir uma grande nostalgia. Ele queria descer da sua posição para fazer uma coisa muito simples: educar uma criança, uma única criança, que ainda não tivesse sido deformada pela escola. Pois ali estava eu, vivendo o sonho de Joseph Knecht: a Dionéia, que ainda não fora deformada pela escola. Seu rosto estava iluminado pela curiosidade e pelo prazer de entrar num mundo que não conhecia.
Lembrei-me de Aristóteles em "Metafísica": "Todos os homens têm, por natureza, um desejo de conhecer: uma prova disso é o prazer das sensações, pois, fora até de sua utilidade, elas nos agradam por si mesmas, e, mais que todas as outras, as visuais...".
Acho que ele errou. Isso não é verdade para os adultos. Os adultos já foram deformados. Acho que ele estaria mais próximo da verdade se tivesse dito: "Todos os homens, enquanto são crianças, têm, por natureza, desejo de conhecer...".
Para as crianças, o mundo é um vasto parque de diversões. As coisas são fascinantes, provocações ao olhar. Cada coisa é um convite.
Aí a Dionéia sumiu. Pensei que ela tivesse voltado para a mãe. Engano. Alguns minutos depois ela voltou. Estivera examinando uma coleção de livros. "Sabe aqueles livros, todos de capa parecida? Os três primeiros livros estão de cabeça para baixo." Retruquei: "Pois ponha os livros de cabeça para cima!".
Ela saiu e logo depois voltou. "Já pus os livros de cabeça para cima." E acrescentou: "Sabe de uma coisa? O livro com o número 38 está fora do lugar". Aí aconteceu comigo: fui eu quem ficou estupidificado... Ela, que não sabia escrever, já sabia os números.
E sabia mais, que os números indicavam uma ordem. Fiquei a imaginar o que acontecerá com a Dionéia quando, na escola, os seus olhinhos curiosos serão subtraídos do fascínio das coisas do mundo que a cerca e vão ser obrigados a seguir aquilo a que os programas obrigam. Será possível aprender sem que os olhos estejam fascinados pelo objeto misterioso que os desafia?
Pois sabe de uma coisa? Acho que vou fazer com a Dionéia aquilo que Joseph Knecht tinha vontade de fazer...
Rubem Alves, 68, é educador, psicanalista, escreve histórias para crianças e crônicas para adultos. No momento está escrevendo um livro no qual conta, para suas netas, como era o mundo em que viveu, criança, na roça. Seus últimos livros são: "O Médico", "Por uma Educação Romântica" (ambos da editora Papirus) e "Livro sem Fim" (Loyola).

PORTAL KIDSMART

DICAS PARA CONTAR HISTÓRIAS

Para contar boas histórias
· Ler muito
· Escolher uma boa história
· Estudar o texto e conhecê-lo bem
· Incorporar a história
· Arranjar um espaço silencioso
· Adaptar o local à narrativa
· Prestar atenção na platéia
· Ouvir comentários dos alunos
· Dar um fim à narrativa

Mestre... Sempre mestre.


"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda. Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes."
                                                                       Paulo Freire

terça-feira, 14 de junho de 2011

Como o computador contribui para a transformação da escola, da aprendizagem e da prática pedagógica?

Com o computadosr os alunos ficam mais motivados para aprender, trabalham em equipe e é uma riquíssima fonte de pesquisa, oferece muitos recursos aos docentes como: acervos bibliográficos, jogos interativos, sistema de arquivos de atividades e programas educativos. 

Quando os alunos aprendem, a escola toda também aprende, pois o objetivo maior são os alunos. 


Sílvia

Alfabetização

O Blog Carinharte oferece atividades para alfabetização que contribuirão na elaboração dos planos de aulas dos professores. http://carinharte.blogspot.com/2008/10/atividades-de-alfabetizao.html

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Projeto - Mala Viajante

                        PROJETO MALA VIAJANTE                         
TEMA: Leitura
DURAÇÃO: Anual
ÁREA: Língua Portuguesa


JUSTIFICATIVA:

Desenvolver o interesse e o hábito pela leitura é um processo constante, que começa muito cedo, em casa, aperfeiçoa-se na escola e continua pela vida inteira. Quanto mais cedo a criança tiver contato com os livros e jornais e perceber o prazer que a leitura produz, maior será a probabilidade dela tornar-se um adulto leitor. Da mesma forma através da leitura a criança adquire uma postura crítico-reflexivo, extremamente relevante à sua formação cognitiva. Quando a criança ouve ou lê uma história, uma notícia ela é capaz de comentar, indagar, duvidar ou discutir sobre ela, estimulando o pensar, o escrever, o criar, o recriar. Assim, este projeto nasceu da necessidade em aprofundar o desenvolvimento da leitura na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, visa nortear o trabalho com os alunos e a família, a partir da leitura de clássicos da literatura infantil e jornal, fazendo com o que o aluno tenha prazer em ler e consiga transmitir ao outro o que leu.


OBJETIVO GERAL: Incentivar o prazer e o valor da leitura.

OBJETIVOS:

v     Desenvolver no aluno a prática de inferir sobre um texto, bem como sua moral;
v     Aproximar a criança de literaturas infantis diversas;
v     Proporcionar o prazer de ler e vivenciar a literatura infantil;
v     Proporcionar situações de leitura compartilhada;
v     Familiarizá-las com estórias e ampliar seus repertórios;
v     Fazer com que o aluno observe e manuseie os livros e jornais sem danificá-los;
v     Utilizar diferentes registros;
v     Desenvolver no aluno a facilidade de se expressar em público, inicialmente, perante a família e aos colegas de sala;
v     Desenvolver na criança valores e atitudes como obediência, o respeito, o amor, a honestidade, a solidariedade, a bondade, perdão, entre outros a partir das histórias da literatura infantil e jornais;   
v     Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas o português falado;
v     Compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando – os corretamente e inferindo as intenções de quem produz;
v     Valorizar a leitura como fonte e informação;
v     Utilizar a linguagem com instrumento de aprendizagem;
v     Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos experiências, idéias e opiniões;
v     Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre a língua para expandirem as possibilidades e uso da linguagem e a capacidade de análise crítica;
v     Conhecer e analisar criticamente os usos da língua com veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia;
v     Conhecer e manusear os veículos de informações;
v     Incentivar a leitura em família, também desenvolver o senso de responsabilidade;
v     Aprender a valorizar o que é coletivo, preservar as malas confeccionadas;
v     Promover um momento único entre a família e a criança em casa.


COMPETÊNCIA:

Desenvolver a capacidade do ser letrado, bem como, a utilização dos conhecimentos do mundo  em seu contesto social.

HABILIDADES:

Analisar, escrever, ler, inferir, refletir, interpretar e usar os conhecimentos no cotidiano, de maneira pessoal e social.

PROCEDIMENTOS:

v     Confeccionar 14(catorze) maletas (pastas poliondas encampados com EVA, sendo estas divididas por ano nos dois períodos).
v     Dentro dessa mala irá um livro (Educação Infantil, 1º, 2º e 3º ano) e um jornal para (4º e 5º ano), que deverá ser lido pelo aluno (a) junto com os pais e um caderno de registro onde deverá ser registrado o desafio do dia.
v     A escolha dos alunos pode seguir a ordem da lista de chamada intercalando meninas e meninos. Além da leitura, há a responsabilidade de cuidar da mala que ainda vai ser emprestada para outros alunos.
v     As maletas serão passadas de sala em sala, onde cada professor selecionará um desafio para sua sala.
v     Antes de a classe passar a maleta para a sala do lado, deve-se socializar o desafio com a classe.
v     O processo poderá ocorrer durante todo o ano, variando de desafios de acordos com a realidade e necessidade da sala.

AVALIAÇÃO:

A avaliação acontecerá concomitante as atividades, podendo ser investigativa, avaliativa, reflexiva, variando a necessidade da turma.

PRODUTO FINAL:

Exposição dos registros.

REFERÊNCIAS:

Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa/ Ministério da Educação
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